segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

I feel drunk but I'm sober.

O primeiro porre a gente nunca esquece.
Abril/2006. Eu nunca tinha feito isso antes. Ainda não sei o que me deu na cabeça, mas fiz. Era uma sexta-feira, algumas colegas com quem não andava fazia tempos me chamaram pra ir num barzinho. Eu deveria estar estudando pra prova final de física, Cefetes finalmente estava acabando... Ou deveria já estar adiantando matéria do pré-vestibular, que eu iria recomeçar em duas semanas. Ou então estar dando atenção para meu namorado, que eu quase não veria naquele ano. Mas eu saí para beber.

Lembro que naquela sexta-feira eu tive um péssimo dia. Eu sabia que ia reprovar em física, mesmo estudando para a final. O 3º ano estava acabando com um atraso de cinco meses, e isso acabou atrasando também meus estudos para o vestibular, que eu já ia tentar pela 2ª vez. Eu via todos aqueles amigos já na Ufes, e só conseguia me imaginar o ser mais burro do planeta, prestes a freqüentar o Darwin mais uma vez... Meu pai enchia a paciência, me mandando estudar, falando pra eu tentar Direito. Ah, eu não sabia se era capaz de passar em Jornalismo, quanto mais em Direito. Minha mãe ficava brigando comigo porque eu provavelmente faria supletivo de uma matéria (maldita física). E ainda tinha a pressão de "esse ano você tem que se dedicar aos estudos integralmente." Meu Deus, eu ia morrer. Eu não tinha ânimo. E tinha um namoro de quase dois anos nas mãos.

Então, eu fui pro barzinho. Uma rodada de ICE por favor. Algumas cervejas, por favor. Gente, meu pai vai me matar. Nunca bebi antes. Ah, que isso. Mais uma cerveja, a última!

Chego em casa e levo o maior esporro de toda a minha vida. Mas não presto atenção em nenhuma palavra. Nenhuma. Vomito, tomo um banho, vou para o MSN. Converso totalmente bêbada com meu namorado. Ele fica preocupado. Eu não lembro as coisas que eu disse naquela sexta-feira. Mas o sábado eu nunca esqueci. Seriam dois anos em poucos dias, e eu acabei com aquilo. Eu terminei algo perfeito, por causa de estupidez. Total estupidez.

Porque eu estou contando isso aqui? Às vezes acho que sem querer passo uma imagem de coitada. Não sei, mas não sou nenhuma coitada. E meu passado confirma isso totalmente. Já magoei, fiz besteira, e Deus sabe como me arrependo. Eu tinha o cara da minha vida nas mãos e o deixei ir. Por isso penso que talvez eu mereça o que tem acontecido comigo. Sofrer um pouco, pra saber como é que é.

5 comentários:

Furmiga disse...

Eu não sei comentar nisso
na verdade nem sei se esse comentario é visível a todos ..
=S
enfim
tô comentando e pronto
Gosto do jeito que vc escreve.
não sei oque comentar
tô confuso
Beijo
;* (L)

Fiore disse...

Aiii Darsh!

Qual é?! Ngm merece não!
Nem você, querida.
Eu também já tive alguém que eu imaginava ser o cara da minha vida nas mãos. Ele se foi, pq precisava estudar e.. e ir atrás do futuro dele, láááá em Sampa, terra em que nascera. Maaas, a promessa de que nos veríamos sempre que retornasse a casa dos pais foi feita. Teria o cara que eu considerava ser o CARA DA MINHA VIDA NAS MÃOS se a depressão de ter feito um vest errado, ter que conviver com a distancia, e não conseguir e mais uns problemas não tivessem me deixado fazer merdas.
Quase dois anos se passaram. Um ano e seis meses pra ser mais exata. Uma vida de um ano e seis meses quase errantes.. 1 namoro sem futuro, soh por comodidade de ter alguem do meu lado... 6 meses sofrendo por quem estar do meu lado nao ser quem eu quero.. algumas garrafas de vodkas... mtas cervejas, poucos livros que soh foram vistos novamentes faltando dois meses pro vest. Enfim faculdade, o fantasma retorna. Recaídas e mais cerveja pra esquecer tudo aquilo, e um namorado que acabei confundindo carinho de amizade com carinho de querer namorar, pra fugir de todo aquele passado que atormentava. Durou 4 meses e fiz alguém chorar. E sangrei!
Talvez merecesse um martírio muito grande. MAs em agosto conheci um cara maravilhoso que tenho certeza absoluta dessa vez, ser o cara da minha vida. Porque, não quis uma companhia pra ver dvd, ficar juntinho no dia de chuva. Eu quis ELE. Escolhi ELE. e ele me escolheu depois de sofrer um bocado com o término de um namoro de quase dois anos igual o meu.. igual o seu.
Só que os tempos pras coisas se acertarem.. demora.. vivi um pandemônio astral por um ano e seis meses.. ele viveu por seis meses.
O negócio é não correr atras das borboletas.
Mas acredite em mim. Você não merece.. não permita-se sangrar. E nem aceite isso. =D

Sei la..
seus posts me tocam profundamente. Talvez por ter vivido quase que exatamente as mesmas situações que você!

aiai escrevi demais! T_T
=* darsh

Flávia disse...

Comentário?
ih, nem sei o q comentar sobre este post..nunca bebi na minha vida e abomino qq atitude mto impensável (exatamente por causa das consequencias..malditas consequencias). Então, gostei mto do outro post, creio q no final sua atitude foi certa. Creio ainda mais q o futuro te reserva coisas q agora são impensáveis, de tão boas.. x]
e gostei mais ainda do ultimo comentario. acho q eh suficiente.
;*

Aline Dias disse...

nem tudo tem que ser sempre certo, menina emo.

Marília disse...

Não acho que passa a imagem de coitada.
Ao contrário.
Te acho muito autora da própria história, que nem sempre tem final feliz.

Só isso.

Belo post. Desabafo é sempre importante.

Caso queira me escrever, estou aqui.

Beijos
Marília de Dirceu, sem Dirceu.