domingo, 13 de julho de 2008

Um muito obrigada.


Selinho que a Talita me deu, muito obrigada :)




O envio para mais três blogs:

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Metade.



Metade do ano já passou, e eu estou aqui nessas férias que nem parecem férias, refletindo sobre tudo que vivi. Meu cabelo oleoso pede para ser lavado, o vento frio que entra pela janela da sala congela meus pés, estou com vontade de abrir a geladeira e comer aquele pacote aberto de Passatempo recheado assistindo ao Programa do Jô. Mas tudo o que estou fazendo é ficar sentada aqui, escrevendo sobre um passado nem tão passado assim; que novidade!

Metade do ano já passou, e eu aprendi que tenho muito o que aprender ainda. Mas percebi que estou no caminho certo, e que em 1 ano de faculdade eu já posso ter certeza (sempre tive) de que estou fazendo o que amo realmente.

Porém, nesses seis meses aconteceram muito mais coisas do que a faculdade em si. Eu vi como é tentar dormir com medo do meu pai morrer a qualquer momento e como é perder um amigo. Mas fiz amigos também, e me afastei de outros. Porque descobri que esse mundo é muito mais maldoso do que aparenta, e quando me vi dentro dele, em meio a fofocas e intrigas, eu me toquei do que estava acontecendo. A consciência chegou a tempo e eu consegui me resgatar.

Bebi além da conta, tomei decisões erradas, confundi amores. Dormi menos de 4h por noite, em média, me atolei de tarefas e quase explodi. Mas eu amo essa vida, e quando me vejo com tempo disponível para fazer absolutamente nada, me sinto desconfortável. (louca)

A verdade é que esse semestre mais pareceu um ano inteirinho, e a única certeza que tenho é que o próximo vai ser igual.

If you love me, won't you let me know?

Só uma coisa precisa mudar.

domingo, 6 de julho de 2008

Junho.

Livros lidos:

Do Amor e Outros Demônios - Gabriel García Márquez
Márquez trata com uma simplicidade imensa e cativante a vida de uma garotinha de 12 anos, supostamente possuída pelo demônio, e o envolvimento de um padre no caso. Diferente da outra obra que já li do mesmo autor, mas igualmente maravilhosa. Recomendo.

Músicas marcantes:
Good Woman - Cat Power
Porque ela consegue tocar meu coração.


Cinema:

Sex and the City (Sex and the City, 2008). Com Sarah Jessica Parker (Carrie Bradshaw), Kim Cattrall (Samantha Jones), Kristin Davis (Charlotte York), Cynthia Nixon (Miranda Hobbes) e Chris Noth (Mr. Big).

Nesse filme, baseado na série (1998-2004) de mesmo nome, Carrie e Big decidem se casar, após 10 anos de relacionamento conturbado. Estão presentes no filme os mesmos elementos do seriado: grifes, dinheiro, amor, sexo, futilidade e amizade, misturados àquele glamour que só Sex and the city possui.
Para os fãs que assistiram à toda a série (eu!), o começo é meio cansativo, mas os olhos brilham no decorrer do filme. Para quem nunca viu, é mais um filme de comédia romântica que vale à pena.

DVD:

Separados pelo Casamento (The Break-Up, 2006). Com Jennifer Aniston e Vince Vaughn.

Após dois anos de casamento, Brooke (Aniston) e Gary (Vaughn) entram em crise devido à rotina e acabam se separando. Mas nenhum dos dois aceita sair do apartamento. A partir daí, começa uma guerra, na qual tentam infernizar a vida um do outro, até alguém ceder.
O filme é legal, mas você torce, torce, e no final morre na praia.

O Grande Truque (The Prestige, 2006). Com Hugh Jackman, Christian Bale, Michael Caine, Scarlett Johansson, David Bowie e Piper Perabo.

Em Londres do século XIX, os mágicos Robert Angier (Jackman) e Alfred Borden (Bale) vivem em constante rivalidade. É um filme inteligente, que prende a atenção do começo ao fim.

Séries assistidas:

Nip/Tuck - 3ª temporada completa (2005). Com Julian McMahon, Dylan Walsh e Joely Richardson.

Nessa 3ª temporada, os cirurgiões plásticos Christian Troy e Sean McNamara estão de volta dando continuação aos dramas e histórias desenvolvidas a partir da 2ª temporada. Matt se mostra um adolescente cada vez mais rebelde e com crises, principalmente depois de descobrir o segredo de Ava (Famke Janssen). Mas vez ou outra demonstra um pouco de humanidade. Julia McNamara finalmente alcança sucesso profissional, mas continua sendo uma mulher confusa. Sean e Troy, ao longo da temporada, se redescobrem como amigos e sócios, e tentam desvendar o mistério do vilão The Carver (o Açougueiro), maníaco que ataca em Miami. A revelação se dá no último episódio, mas não é surpreendente.
Repleta de temas polêmicos, como transexualismo, Nip/Tuck agrada por misturar bizarrices à dramas atuais, o que prende o telespectador. E claro: sexo, drogas e cirurgias plásticas não podiam faltar nessa 3ª temporada.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

So maybe tomorrow I'll find my way home.

Eu sei que eu deveria estar, nesse momento exato, fazendo minha reportagem de Teorias e Práticas Jornalísticas para Meios Impressos, que à propósito vale 50 pontos, ou seja, meu pulmão esquerdo. Sei também que me ferrarei bonito se nos próximos minutos eu não fechar o Mozilla e ir escrever, além do quê também posso ferrar minha dupla, Letícia linda, e isso é a última coisa que quero na minha vida. Aliás, eu não quero isso nunca na minha vida.

Então, colocarei aqui um texto que não é meu. Mas que foi feito para mim. E propositalmente (ou não), ele é sobre mim. Acontece que a pessoa quem escreveu é tão boa nisso, que conseguiu interpretar meu blog e minha música preferida, e fazer um texto que praticamente diz o que sou agora. Espero que gostem.

(Leiam ouvindo a música)
Stereophonics - Maybe Tomrrow


"Sigh

(A pedido de Darsh)

Eu olho em volta sentindo o vento frio batendo forte no meu rosto. Eu estive perdendo tempo pensando o que nós seriamos agora, ou antes, ou depois. Já faz tempo que você se foi e deixou meu mundo de cabeça para baixo, e mesmo que isso faça minha cabeça ficar pesada eu só respiro fundo, de novo e de novo.

Foto: Bruna M. Cibotto.

Eu não sei exatamente porque, as coisas parecem gostar de ficar invertidas comigo. O cinza chumbo que deveria estar esticado na pista lá fora está tingindo as nuvens acima da minha cabeça, mesmo quando eu quero deitar na grama e ficar imaginando o formato delas, compartilhando a leveza de ser dos velhos drogados de Seattle.
E com a cabeça girando (de coca cola por favor) eu penso que quero mesmo é sair por aí, fazendo o que dá vontade, nadando no meio do oceano, comprar um sorriso – mas ele não é de graça? -, ou pegar um tempo só para mim, e ficar pensando essas bobagens mesmo.
É tudo o que eu quero.
Quero esquecer um pouco que eu deveria te esquecer por algum motivo (estúpido ou não), que eu deveria respirar e sentir a brisa fria e ser livre. Livre. Livre de pensar no que deveria ter acontecido quando não aconteceu.
Eu apenas quero sentir a grama encostando na pele.
E de tanto sentir, eu fiquei sem vontade de ir para casa escutar meus velhos pensamentos ao som das músicas que só me lembram você. Eu quero mais é andar – talvez um ônibus seja uma boa idéia – e lembrar mais um pouco; quem sabe assim meus pés – ou o motorista, é claro – me levem de volta pra casa.
Ou quem sabe eu pare para conversar com a velha cerveja no velho bar. Talvez amanhã eu encontre meu caminho de casa.

Shelhass
Baseada na música Maybe Tomorrow por Stereophonics, e nos singelos e intimistas textos de Darshany Loyola"

A autora: http://shelha.blogspot.com

segunda-feira, 23 de junho de 2008

The first kiss.

Hoje eu estava indo para a faculdade e lembrei de você. Você, quem nunca mais vi. Estava tocando November Rain na academia aqui perto, e não pude deixar de recordar aqueles tempos, aqueles dias poucos em que deitávamos na grama com seu discman e ouvíamos quase a discografia inteira do Guns n'Roses.

Lembra? A gente comprava coca-cola 2L e nos fingíamos de drogados, e dizíamos que um dia ficaríamos bêbados juntos ouvindo aquelas músicas. E pensar que até um ano atrás eu dizia que nunca iria beber, ah, eu tinha esquecido dessa promessa. Se não fosse na faculdade, seria com você. Se te encontrasse de novo.

Lembra? Você criticava meus rabiscos na calça jeans velha, me mandava rasgar logo. Mas eu tinha medo da minha mãe brigar. E você ria daquele jeito gostoso, único, e me prometia que quando tivesse sua banda ia cantar uma música pra mim em cada show que fizesse. E todas me invejariam. A gente ouvia Nirvana e você dizia que ia me dar um allstar preto no meu aniversário, e eu achava aquilo o máximo.

Lembra daquele aniversário que você se comportou que nem criança e eu morri de raiva, porque queria que me beijasse, mas você era lerdo demais? Mas, no fim da noite, nós dormimos de mãos dadas e ficou tudo bem, porque aquilo significava muito mais do que qualquer beijo dado até hoje. E então você tocou violão só para mim tantas vezes, e eu pensava que nunca estaria tão apaixonada como naquele ano.

Eu não tinha mais que 14 anos, e você tinha 13. E pensávamos que tudo ia ser pra sempre, e planos de uma vida que nunca aconteceu foram feitos. Eu não sei onde você está agora, nem se lembra de tudo isso, mas em um show por aí a gente vai se encontrar, e a minha música eu vou cobrar.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Doces deletérios.

Los Hermanos - Condicional


O que muito me espantou foi como tudo aconteceu tão rápido e durou tanto, e ainda dura, por mais que eu queira que acabe. E como eu quero que acabe! Já faz algum tempo, e esse algum tempo não é pouca coisa, que eu tento matar aos poucos o que eu mesma plantei.

Já não sei o que dizer, o que fazer, pois já virou um ciclo vicioso essa minha mania de acreditar sempre. Eu não sei abrir olhos alheios, não consigo fazer enxergar, até porque por vezes eu também não enxerguei.

Não estou precisando de muita inspiração, porque agora sentada nessa cadeira tudo que vem à mente é o vazio do que podia e devia ser, mas não foi. E nem estou triste e nem com o coração apertado como tantas vezes fiquei. Só tem um vazio mesmo. E isso é tão estranho.

Soa tão estranho. Essa história já tem tanto tempo, que talvez eu nem seja mais a protagonista. Tudo o que eu quero agora é dormir.