sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Moon child


Vocês viram a Lua como estava ontem? Tão linda! Eu adoro luas cheias. Principalmente quando elas ficam brilhantes e imponentes... adoro ficar olhando... Geralmente eu prefiro estar acompanhada nessas horas, mas já faz algum tempo que eu venho me acostumando a observá-la sozinha.

Tudo o que eu queria agora era encostar minha cabeça no ombro de alguém e ficar em silêncio, olhando a Lua. Um alguém, qualquer pessoa. Até minha mãe. Mas nem todos gostam disso. Ficar abraçado com alguém em silêncio, observando algo belo. Acho isso tão essencial. Um dos melhores carinhos que existem.

Eu tinha planos de escrever outra coisa. Mas quando sentei aqui precisei dizer isso. Porque a Lua está lá, me olhando. Cheia de intenção. Ah, quanta intenção! Ela parece querer me dizer algo, mas tenho impressão de que não quero dar ouvidos. Ah, Lua, o que foi? Me deixa sozinha, vai. Me deixa. Não há ninguém. Não agora.

Eu sou assim e não vou mudar.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

I just want you to know who I am...

Ah, outubro! Mês em que a primavera já se instalou com todas as suas pétalas e aromas florais. Mês para se apaixonar e correr riscos. Tempo de dizer 'não' bem alto para aquilo que não nos faz bem. De olhar bem no fundo dos olhos e dizer 'eu quero você'. Ah, outubro! Mês dos desejos, dos sonhos, das suposições, das expectativas. Tempo de esperar.
Estava eu, saindo de um bar (sim, daquele bar), andando tranqüilamente até o ponto de ônibus. Frio eu senti, companhia eu quis, olhei no relógio. 22:09hs. Cheguei no ponto, estava lotado e eu achei estranho para aquele horário. O ônibus demorou para passar e comecei a perder a paciência. Nessas horas, se observa tudo ao redor, árvores que nunca havia enxergado, conversas alheias, carros que passam e fazem o cabelo voar. Olho distraidamente para o semáforo recém vermelho e logo uma carreta enorme pára na minha frente. Ouço uma música vindo de dentro da cabine, inicialmente indecifrável, mas logo reconheci. I just don't want to miss you tonight... Fiquei pensando em tantas coisas naqueles longos 2 minutos... Músicas sempre me trazem lembranças, mesmo as que ainda não aconteceram. Eu vivo imaginando meu futuro, o dia seguinte.
Eis que algo parecido aconteceu essa semana. Ontem. Naquele trânsito terrível a caminho da faculdade, sentada (milagre) justo do lado no qual mais pega sol pela manhã. Aborrecidamente, meu olhar observa tudo pela janela, mas não se prende em nada. Quando percebo, um corsa preto pára ao lado do meu ônibus, tocando bem alto uma música do kid abelha. Lá vêm os pensamentos novamente...
Por enquanto, só me resta pensar.
Ah, outubro. Me diz o que trará de bom?

sábado, 29 de setembro de 2007

Num bar

Várias mesas vermelhas juntas, cercadas de cadeiras também vermelhas e muitas pessoas. Cervejas chegam a todo momento, copos são brindados. Não imagino o motivo do brinde. Escuto risadas de todos os lados, mas não consigo prender minha atenção em nenhuma delas. O vento bagunça meu cabelo, e começo a pensar em diversas formas de mantê-lo arrumado.

Uma canção começa a tocar ao fundo. As risadas me atrapalham, mas com esforço a identifico. Imediatamente meu coração palpita de maneira diferente. Daquela maneira. Me perco totalmente em pensamentos insignificantes para a maioria. Começo a lembrar do abraço. E vem aquele sentimento que não deveria existir. Sentimento que havia aprendido a não gostar. Às vezes é melhor não sentir. Simples assim.

Mas já era inevitável. Minha presença ali já tinha se tornado uma mentira. Achei que tinha mudado, mas percebi que nunca deixei de ser a mesma. Voltei a sentir.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Poema de uma tarde fria

Nessa tarde tão fria
Tudo que eu queria
[brrrrrrrr]

sábado, 15 de setembro de 2007

Já não sei o que dizer.

Porém posso até tentar.
Então, primeira vez escrevendo algo que "preste" nesse novo blog. O 2º que eu faço. O antigo eu deletei, eu escrevi tantas coisas idiotas que nem quero lembrar.
Fiquei vários meses enrolando para fazer, preguiça. A última desculpa era o fato de não ter um template legal, mas afinal o quanto importa um template? Resolvi deixar as desculpas de lado e criei. Criar... verbo legal né?
Alguém vai me perguntar o porquê do nome. Eu não vou responder.
Talvez eu responda.
Tenho algumas confissões mentais a fazer, mas letras jamais serão suficientes para explicar o que quero dizer.
Juro que ainda escrevo algo fácil de compreender. Se até lá eu mesma for compreendida.