quinta-feira, 8 de abril de 2010

love isn't a game

Amor é tudo aquilo que te faz querer ser uma pessoa melhor.

Li essa frase uma vez no twitter e achei sensacional. Caiu como uma luva para mim e tudo o que minha vida é. Pensei em todas as coisas boas que já fiz, por mim, por alguém. Foi amor. E olha que houve uma época em que desacreditei completamente nisso, mas é melhor nem lembrar.

E então não importa o quanto as pessoas podem ser duras com você, se você as ama, tudo bem. Isso é bom. Isso te faz crescer. Pequenos gestos de amor. Uma ligação. Uma mensagem. Um favor. Um chocolate. Um "como você está?" repleto de sinceridade e mensagens subliminares do tipo "ei, eu me importo muito com você e você pode contar comigo para sempre".

Nem sempre a gente recebe de volta. Isso pode doer às vezes, mas passa, eu juro que passa. Porque amar vale a pena, mesmo quando você pratica sozinho. E eu escrevi tudo isso pensando em três pessoas que, no momento, representam três coisas diferentes (e não necessariamente boas) na minha vida, mas que possuem algo em comum: meu amor.

quarta-feira, 17 de março de 2010

eu não entendo. já tentei, mas não consigo.
porque mesmo quando você sabe, tem certeza que alguém muito legal, ideal para você, gosta de você, é tão difícil admitir?
e aí a gente deixa passar... e depois de um tempo, percebe que perdeu essa pessoa.

e se ainda não perdeu?

quarta-feira, 10 de março de 2010

Dando nomes aos bois

Mais uma vez venho aqui divulgar mais um novo blog! Como eu consigo dar conta? Não sei hehe.
Então, agora o meu novo projeto é o Focas no Café. Estarei postando frequentemente por lá.

E não, não acabei com o Casaco Verde. Apesar de isso ter quase acontecido diversas vezes. Ainda voltarei aqui para falar um pouco da minha vida nada interessante. Todos os dias sempre penso em várias coisas a dizer, mas a preguiça toma conta.

Mas prometo não desistir. Voltarei com esse blog mais em formato diário. Algumas crônicas do meu dia a dia talvez. Darei nomes aos bois. Bem melhor assim, não é? Ou não?

Veremos. Até a próxima :)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

um início

Sabe quando no meio de uma conversa, você diz algo sem sentido e todos riem? Pois foi exatamente o que aconteceu. Não lembro direito o que eu disse, mas todos em minha volta começaram a rir, então devia ser engraçado. Não me importei muito.

Eu não queria estar ali. Insistiram tantas vezes, que aceitei por falta de paciência. Dizer não cansa. E por outro lado também senti pena. Sem a minha presença, nada ia funcionar. Não que eu seja importante.

Subimos no palco para testar os instrumentos e passar o som. Algumas poucas pessoas tinham chegado ao clube - aquelas que não tem mais nada para fazer na vida e chegam aos shows bem antes de começar. Algumas delas eram conhecidas, e um deles era conhecido até demais. Eu não enxergo muito bem sem meus óculos, mas quando é para ver quem você não quer, parece que a visão fica perfeita de repente.

Eu sabia que ele estaria ali naquela noite de sábado. A nossa banda tinha opção de tocar no domingo - dia em que ele não estaria lá com certeza. Mas não... tinha que ser no sábado. E eu teria que suportar.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

the world is a rollercoaster

Peguei sua mão, senti a palma áspera contra a minha e entrelacei os dedos como se pudesse mudar algum destino com aquilo. Perguntei pela sétima vez: "consegue ver?".
- Eu só sinto.

Decidi me contentar com a resposta e pensar que era o melhor que podia ter. Continuamos sentados ali, como se fôssemos estranhos aproximados pela distância inexistente em um banco de praça. Mastigava lentamente um chiclete que eu detestava. O som me deixava nervosa e ao mesmo tempo nostálgica por antecipação.

Tentei uma última vez: "tem certeza que não consegue ver?".
- Não, eu só sinto.

E então levantou-se e foi embora. Seus passos foram rápidos e letais, mas para mim pareceram durar uma eternidade e eu tinha esperança de que dessem meia volta a qualquer momento. E de que todas as poucas palavras ditas tivessem outro significado. Na verdade, eu tinha esperança de tantas coisas juntas que é difícil ter certeza do que eu quis realmente.

Eu conseguia ver além. Ele não. Sentiu e foi.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Especialmente: hoje

Escrevi teimosamente, apesar de às vezes a carga da minha solidão me pesar muito. Sentava-me à mesa de trabalho e ficava ouvindo o silêncio que vinha me engolindo. Não conseguia ouvir nada, a não ser um barulho de estalido, mal perceptível, como se algum fio isolado tivesse se partido, e ansiava por descobrir alguma esperança a que pudesse me agarrar.¹


Vou dizer uma coisa: Radiohead é o tipo de música que faz doer a alma. Bem lá no fundo, não tem para onde escapar. Agora imagina quando você sonha algo muito bom. Algo que você realmente queria que acontecesse, e então acorda e vê que ainda continua naquela realidade chata. E sabe que o que aconteceu no sonho jamais será verdade. Isso é triste.

Mas a tristeza maior não é essa parte. Isso passa facilmente, no dia seguinte dá para seguir em frente normalmente. A tristeza maior é ver as pessoas mudando bem debaixo do seu nariz e você não poder fazer nem dizer nada. Ver alguém que você gosta muito se tornar uma pessoa diferente, mudar para pior, e não ter coragem de perguntar: ei, porquê?

Acho que às vezes isso é necessário acontecer. Um pouco de decepção para borrar a imagem que formamos de alguém. Ninguém é perfeito, e está na hora de eu começar a acreditar nisso.


¹Do livro Amor e Lixo, de Ivan Klíma, pg. 66, 2º parágrafo.